• Aline Guimarães

Drogas na Adolescência


O encontro do adolescente com as drogas lícitas ou ilícitas acontece pelo ato de experimentar algo novo em um momento da vida em que experimentar é, em essência, a maneira de buscar novos caminhos e se constituir adulto. Esta forma de consumo costuma ser autolimitada, de natureza esporádica e se restringe à satisfação da curiosidade, embora não esteja restrita necessariamente a uma única vez.

Os motivos pelos quais o jovem se insere no consumo de drogas pode estar inscrito na busca de aceitação pelo grupo, na necessidade de identificação, em um contexto em que o luto pelo corpo e pela condição infantil, agora insistentemente pontuados pelos pais nos constantes "você não é mais uma criança", não pode ser resolvido pela apresentação física de um adulto que ele ainda não tem, nem pelas regalias e responsabilidades do adulto que ele ainda não é.

Dessa forma, trata-se, habitualmente, de um jovem com algum nível de dificuldades psicológicas que se acentuam por ocasião de crises pessoais, familiares ou nos seus círculos de amizades; aprofundando o consumo em suplência ao seu sofrimento, o que de certa maneira acaba facilitando o uso compulsivo ou abusivo de drogas. Sejam o alcool, tabaco, maconha, cocaína, etc.

Em determinadas situações, sobretudo quando a angústia prevalente é muito intensa, fica a sensação de que a droga para o adolescente é uma medicação, porque na busca de si mesmo, sobretudo diante de modelos identificatórios inadequados (que não lhe possibilitaram uma identidade madura), representados inicialmente pelas figuras parentais e, como desdobramento destas, pela escola e demais instituições, ele não os toma como referência e se medica a seu jeito.

Sabe-se que o uso desde pequenas quantidades podem afetar o sistema cognitivo do jovem dificultanto ou até impedindo o desenvolvimento adequado deste. Ocasionando também em transtornos psicológicos, devido seu organismo ainda não estar formado completamente.

Conclui-se, então que é de grande importância dar-se o apoio adequado ao jovem em formação, afim de que este passe por sua angustia da adolescencia de maneira madura e humilde, ou seja, que exerça de ferramentas psiquicas e familiares capazes de facilitar o lidar com sua auto descoberta. Então, o psicólogo pode ajudar que o jovem encontre em si mesmo o referencial para sua vida adulta.

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Aline Pinheiro Macedo Guimarães

Psicóloga

CRP-10/05285

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REFERÊNCIA

ANDRADE, Tarcísio Matos de. Drogas e adolescência. Cogito, Salvador , v. 1, p. 73-77, 1996 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-94791996000100013&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 31 jul. 2017.

JENSEN, Frances E.; NUTT, Amy Ellis. O cérebro adolescente: Guia de sobrevivência para criar adolescentes e jovens adultos. Editora Intrinseca, 2016.

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