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O que a saúde mental tem haver com o corpo?


O corpo além de simbólico é um templo de signos, sentidos e sintomas. E muitas vezes esse sintomas vem nos alertar para algo que está errado e disfuncional dentro do organismo ou até fora dele, o corpo carrega não só o peso de seus órgãos e membros mas os pesos emocionais que à ele estão ligados.

Costumo dizer que: mente e corpo não se separa, afinal de contas a cabeça é colada à todo o resto e é através de nosso cérebro que processamos as informações captadas pelas experiências da vida.

Desde que nascemos, através de nossos sentidos: audição, tato, olfato, paladar, visão; captamos tudo quanto é experiência e assim vamos moldando e construindo nossa forma de ver e estar na vida, e dependendo de como essa vivência é entendida ela se transforma em um tipo de referência entre o que gostamos ou não.

A sensação de dor, por exemplo, ela trás a tona um alerta para o cérebro de que algo pode estar funcionando de maneira prejudicial a todo o organismo e com base em como, experiencialmente, compreendemos essa sensação existem algumas hipóteses de como o ser humano pode reagir: ou vai ao profissional capacitado em busca de uma resposta ou cuidados, ou ignora a dor como a diminuí-la considerando-a não ser nada, ou a pessoa pode entregar-se de tal forma que a dor passa a ser geradora de mais sofrimento do que ela já trás.

Ou seja, é nesse momento que nossas compreensões valorativas ganham visibilidade. Culturalmente, dentro do meio em que cada pessoa foi criada existe um sentido para dor e baseado nisso a pessoa carregará tal noção para seu adoecimento.

Contudo, ao nos deixar levar pelas questões valorativas e culturais deixamos de nos abrir para as adversidades e possibilidades de crescimento que a vida nos proporciona, seja através do sofrimento ou através da ampliação de conhecimentos.

É certo que para o desenvolvimento humano existe um tempo que é único e singular de cada pessoa no mundo. Sendo um ponto de ligação as emoções e sentimentos que aprendemos como meio de comunicação ao nos entendermos "como gente". Os sentimentos, mesmo que carregados das questões simbólicas são iguais para todas as pessoas: medo, raiva, tristeza, alegria, nojo; são esses nossos sentimentos basais e em cima deles diversas sensações são desenvolvidas.

Por conseguinte, avaliar os sintomas físicos sem a compreensão da história de vida de uma pessoa e a forma como ela lida com as dificuldades é quase que uma tentativa de fragmentar o corpo de alguém em sofrimento, alguém que é integral e complexo, pensante e histórico.

Sem dúvidas, já devem ter conhecido histórias de pessoas que perderam algum membro de seu corpo e que desenvolveram a "síndrome do membro fantasma", que é um transtorno reconhecido pela medicina e psicologia como algo real e está associada ao apego e história que a pessoa tem com aquele membro.

Muitos acabam desenvolvimento sintomas de depressão, uma tristeza constante, ou até mesmo dor frequente como quando ainda tinham o membro. Com esse exemplo, quero chamar atenção para a importância de nos permitirmos a compreender nosso organismo como único e integral: físico e mental (sentimental) para que assim encontremos dentro de nós novos sentidos diante dos adoecimentos que nosso corpo vivencia no decorrer da vida.

Se tendo a compreender a doença como algo negativo, ou se me enxergo como alguém imune à alguns sintomas, se brigo com a possibilidade de ter que tomar algum remédio, se me considero alguém mais racional do que emocional passo a desconsiderar minha própria limitação como ser humano e a não adesão aos tratamentos ficam mais evidentes o que pode potencialmente prejudicar ainda mais a condição de saúde de nosso organismo.

Em suma, reconectar nossas emoções ao nosso corpo, exige que reconheçamos, em primeiro lugar, que somos seres limitados mesmo com o avanço da tecnologia e medicina, prolongando nosso tempo de vida precisamos cuidar do nosso templo/casa chamado corpo.


Aline Pinheiro Macedo Guimarães

Psicóloga

CRP-10/05285


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